sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O problema dos policiais



Eu sempre lembro que é muito justo fazer uma crítica geral ao comportamento da policia,mas sempre lembro também que o policial arrisca a vida e a perde frequentemente  e isto tem que ser levado em consideração.É lógico que as relações destes trabalhadores com seus “ empregadores” têm que ser diferentes das outras categorias profissionais.
Se é inadmissível que os policiais façam greve,é inadmissível que não existam ainda mecanismos especiais pelos quais os dois lados possam,no decorrer do tempo,resolver o problema salarial dos policiais,que estão sofrendo de um maneira atroz.
É mais uma mediação de sofrimento para esta categoria em que os indices de suicidio são reconhecidamente altíssimos.Nem o discurso moralista que repreende os policiais grevistas,nem o radicalismo do quanto pior melhor,mas neste último caso o desespero tem uma explicação e tem que ser levado em conta.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O rescaldo de Trump



Passada a posse e os primeiros atos de Trump é o melhor momento para se fazer um balanço desta situação inesperada toda,não pelo fato de ganhar um republicano,mais este republicano,um homem que não é da política.
Em primeiro lugar nós da esquerda precisamos deixar de lado o elitismo típico dos teóricos e entender as necessidades das pessoas comuns que habitam as nações,que podem não ser o homem ideal de Guevara,mas são as pessoas reais,de Mao Tsé-Tung.A vitória de Trump,contra a minha vontade,confirma a minha idéia de que  a esquerda precisa incorporar no seu corpo doutrinário a nação,com todas estas suas imperfeições.
Em segundo a relação realista das nações implica que cada nação resolva os seus problemas,mas todos se ajudando.É uma junção pefeita entre o mundo real e o sonho ,Don Quixote e Sancho Pança e  este é um programa de vida.Eu me lembro que quando integrei o CACO na gestão de Vinicius Cordeiro,montamos o nosso restaurante,após muita luta.O pessoal do IFICS,ali perto,passou a usá-lo e nós exigimos que os nossos colegas resolvessem o seu problema e nós os ajudamos.
Ao falar no muro no Mèxico , Trump destrói a idéia de solidariedade  e recoloca o exclusivismo chauvinista na ordem internacional,mas ao mesmo tempo põe o realismo de que os países precisam resolver os seus próprios problemas.O México,que é um país que eu adoro e é importantíssimo,deve resolver o problema da miséria,com a  ajuda de todos.É irrealistico e ingênuo não pensar que muitos politicos mexicanos transferem o problema do seu país para os Estados Unidos.
Neste sentido e por estas razões,apesar de tudo,acho Trump um choque de realidade,que a esquerda deve analisar e aprender com esta derrota,para se modificar e evitar uma ampliação da força da direita no mundo.Ano que vem tem eleição no Brasil e na França,podendo ocorrer dois desastres:Bolsonaro e Frente Nacional.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Amanhã Trump,que droga!



Dia 20 Trump toma posse como novo Presidente dos Estados Unidos.Oliver Stone ,sempre oportunista,disse que ele pode surpreender.Já surpreendeu com este monte de conteúdo programático que vomitou nos últimos dias e que não há indicios de volta.
Stone cita o caso de Reagan e eu acrescentaria o caso de Nixon.Ocorre que estes dois Presidentes eram politicos ligados a uma tradição anti-comunista e tinham sido provados na politica durante anos.Trump o que foi?O que fez?Trump é como Dilma,não tem estofo para governar.
É preciso que as pessoas entendam uma coisa:o cargo de presidente da República ,como o de qualquer sumo mandatário de uma país,exige um certo tempo de maturação e de provação.Eu não estou dizendo universidade,eu estou dizendo que a pessoa precisa ter um tempo para poder demonstrar como sai de situações complexas,como reage a insultos e oposição e acima de tudo se merece a confiança dos setores mais complexos do estado e do governo.
Trump é um gestor de empresas e há uma diferença entre este setor privado e as instâncias públicas.Em ambos os casos os dirigentes administram pessoas,mas no caso da empresa privada a perspectiva é de sim mesmo,da sua relação com os outros,enquanto que no público o gestor já está submetido a um critério de grandeza em que ele também está incluído e o qual ele não pode mudar como se estivesse na sua empresa.
A confusão destes papéis é que me assusta e que a meu ver o separa dos dois outros presidentes citados ,que eram apesar de horríveis representantes da direita,homens de concepções politicas e não empresariais.

NEM LULA NEM TEMER:o BRASIL

Cheiro de golpe Fujimori no ar



Ainda que eu ache ser dificil o exército intervir na tual crise, ele pode servir de suporte para um continuísmo das forças conservadoras que foram levadas ao poder por Lula e Dilma,notadamente se o primeiro se candidatar com chances em 2018.
Vai ser a grande luta entre os continuísmos.Aprendi,já disse muitas vezes, a perceber os sinais da História.Esta conversa de 20 estados com as forças aramadas resolvendo problema criminal não me é estranha.
Ainda que com o fracasso das upps ,isto pode gerar a idéia de aprofundar mais autoritáriamente a presença não da policia,mas dos militares nos morros do Rio de Janeiro,que seria um estado-chave para uma solução não militar,mas de força.
Explico:as forças armadas não tomariam o poder ,mas ajudariam o continuísmo de Temer diante de uma situação nacional perigosa e que,segundo ele,pode ficar ainda mais periclitante com a volta de Lula.
Por isso digo,o melhor,agora ,é pensar no Brasil e na alternância de poder,com um outro candidato,uma outra pessoa,que expressasse o desejo de mudança evidente do povo brasileiro.Era por este motivo que seria bom o povo ir de novo às ruas.Nm Lula ,nem Temer:o Brasil.

O problema das universidades



A UERJ está em estado falimentar.OH!!Quem vive nas universidades públicas sabe que isto é um estado latente.E quem viveu ,com eu,na UERJ,sabia o que podia acontecer.
A universidade cresce na medida em que ela produz para a comunidade.É moeda corrente há decadas de que a UERJ sempre foi  loteada por pequenos grupos politicos ,que ,inclusive,faziam greves,para dar chance  a  alguns professores de cuidar da carreira e não dar aula.
O que ocorreu na UERJ ocorre de um jeito ou de outro em diversos lugares e como matanças em presídios são recorrentes,estes fatos o serão também,como já o foram na USP(principal universidade brasileira),há pouco tempo atrás.
E isto não se modificará porque as corporações que lá estão não vão questionar a própria culpa,a própria responsabilidade neste quiproquó.
São todos professores  de esquerda enquanto os seus direitos são garantidos,mas são de direita e oportunistas quando se trata dos funcionários,que se tornaram,no caso da UERJ,terceirizados.
A falta de salário não é problema dos doutores,exceto quando eles mesmos ficam sem ganhar.
Aí há uma unidade do “ mundo do trabalho” contra o governo,mas quando tudo estiver resolvido é cada um por si.
A questão da universidade é algo mais complexo e eu vou tratar em uma série de artigos proximamente.